O comprador pergunta de onde veio o animal, e a resposta não pode ser "confia em mim". O que é o SISBOV, como funciona o brinco de 15 dígitos e o que a fazenda precisa ter registrado para provar a origem de cada cabeça.
O Sistema de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina (SISBOV) foi instituído pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e é gerenciado pela Secretaria de Defesa Agropecuária. O objetivo é identificar, registrar e monitorar individualmente todos os bovinos e bubalinos nascidos ou importados no Brasil, do nascimento até o abate.
Não é um sistema de adesão obrigatória para todo produtor: torna-se exigido quando o destino da produção é um mercado que cobra essa rastreabilidade, caso típico da exportação para a União Europeia.
Cada animal cadastrado recebe um brinco auricular oficial e um botton complementar, os dois associados a um número único de 15 dígitos que o acompanha por toda a vida — da fazenda de origem até o frigorífico. É esse número que liga o animal ao seu histórico, não a memória de quem o vendeu.
O brinco identifica; quem conta a história é o registro por trás dele. No mínimo, a fazenda precisa manter: a identificação de cada animal, a origem — nascido na propriedade ou comprado, e de onde —, as movimentações entre lotes, piquetes ou propriedades, e os eventos sanitários relevantes.
Sem esse histórico associado ao número do brinco, a rastreabilidade existe no papel mas não resiste a uma auditoria ou a uma exigência de comprador. É o mesmo princípio de quais dados registrar de cada animal, aplicado especificamente à cadeia de origem.
São coisas diferentes que costumam se confundir. A rastreabilidade prova a origem e o trajeto do animal até o abate — de onde veio, por onde passou. O registro genealógico documenta a ascendência para fins de melhoramento genético, o mesmo dado que alimenta a DEP publicada pelos programas de avaliação.
Um sistema de gestão bem montado sustenta os dois ao mesmo tempo, porque ambos partem do mesmo registro individual do animal — só que um olha para trás (quem são os pais) e o outro olha para o trajeto (por onde passou).
Que dados registrar de cada animal?
MAPA · SISBOV — página oficial do sistema, gerenciado pela Secretaria de Defesa Agropecuária.
Pecfort · O que é o SISBOV — guia sobre o brinco, o número de 15 dígitos e a adesão voluntária.
O Sistema de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina, instituído pelo MAPA e gerenciado pela Secretaria de Defesa Agropecuária, para identificar, registrar e monitorar individualmente os bovinos e bubalinos nascidos ou importados no Brasil.
É de adesão voluntária de forma geral, mas se torna obrigatório quando o produtor comercializa para mercados que exigem essa rastreabilidade, como parte da exportação para a União Europeia.
Cada animal recebe um brinco auricular oficial e um botton complementar, ambos ligados a um número único de 15 dígitos que o acompanha da fazenda de origem até o frigorífico.
A identificação de cada animal, a fazenda de nascimento ou de entrada, as movimentações entre lotes ou propriedades e os eventos sanitários relevantes. Sem esse histórico, o número do brinco não conta a história do animal.
Não. A rastreabilidade prova a origem e o trajeto do animal até o abate. O registro genealógico documenta a ascendência para fins de melhoramento genético. Um sistema de gestão pode sustentar os dois ao mesmo tempo, mas são objetivos diferentes.